Casas de Sementes
Estas casas não vendem só sementes – para flores, horticulas, aromáticas,relva, prados, pastos, culturas arvenses, etc - mas também pés de fruteiras, fitossanitários,bolbos, tratamentos de plantas, etc. - adubos, ferramentas para jardinagem ehorticultura, material agricola, etc.

Casa de Sementes de Augusto A. Dias Ldª

R. Bernardo Francisco da Costa 59, Almada

Tel. 21 275 1631 93 410 5511 augustoadias@hotmail.com

D.Célia Dias
D.Célia Dias

Fundada por escritura de 1/1/1957, é em 1959 que abre portas depois de o sr. Augusto Antonio Dias ter iniciado a sua produção de sementes, dedicando se à compra e venda de sementesna zona de Almada e Margem Sul. Começou inicialmente com Adelino Dias Ferreiraum primo, com 10 contos emprestados, a marca desenhada por um engenheiroagrónomo seu conhecido um semeador em campo de regos abertos e bemdelineados, dentro dum anel com o nome da firma.


AR Pet Shop - Alvaro Rodrigues Ramos

R. José da Silva Mendes 10, Cova da Piedade

Tel. 1 2760821 - 707 502 589 www.pet-shop.pt info@pet-shop.pt

É um estabelecimento moderno, bem fornecido e bem apresentado, amplo e atractivo, em que duas montras deixam ver todo o interior, bem no centro da Cova da Piedade. Representa a
transformação de muitas casas de jardinagem e sementes, que trocaram os fornecimentos das hortas, pomares e agricultura pelo serviço aos animais de companhia, respectivos alimentos, higiene e tratamento, um self-service de tudo e mais alguma coisa para os queridos animais domésticos.


Casa do Campo de Fernandes & Jacinto, Ldª

Rua da Palma 268, porta 2, Pátio das Palmeiras, Lisboa

Tel. 21 887 45 26    Fax 21 886 37 68

Desde 1968 até 2010 situava-se no nº 208 da R.Palma, ao lado da Cervejaria Portugal, vinda do Rossio 93, 1º, onde iniciara em 1965 com o pai e um sócio como Fernandes & Jacinto Ldª com o lema "A Casa do Campo faz o campo em sua casa". Hoje a sociedade é Flor no Campo A3 Ldª, 3 A's de Ana Paula a mãe e gerente Angelae Andreia as filhas e sócias!


Sementes de Carlos A. Balona Herdº,

Rua da Ribeira Nova 16, Lisboa             Tel. 21 342 43 58          Tlm. 96 90 40 979

Fundada cerca de 1948, como J.R.Fernandes, passou entre 1983 e 1986 para o tioavô do actual proprietário, José Carlos Balona.Vendesementes, pés de arvore, sementes, feijões e cereais para a alimentação. Alocalização em frente ao Mercado da Ribeira não é por acaso: vem do tempo emque os agricultores e hortelãos dos arredores aqui vinham fazer as entregas, eforneciamse de tudo o que era necessário sementes, herbicidas, pesticidas,algum adubo, mas destes últimos já pouco se oferece.


MESBLA, Comércio de Sementes Ldª,

Av. das Forças Armadas 28 - A, Lisboa                             Tel. 21 793 08 68, 96 761 8595

Tem a mesma marca de  Augusto Dias, um dos fundadores desta firma, mas em menor escala o desenho, encimado pela inscrição Super Selecionador. Fundada aqui nos idos dos anos 1950, quando existia o mercado abastecedor de Entrecampos, que dava muito movimento. (Não prestou mais informação).

Soares & Rebelo Ldª - O Hortelão

Rua do Amparo 2, Rua D.Antão de Almada

Armazém e escritório na R.João das Regras 3, 1º e 2º dtº .

Tel. 21 880 60 40              geral@soareserebelo.pt    www.soaresrebelo.pt

Fundada em 1935, por Manuel Martins Soares e Luis Rebelo, na rua dos Correeiros 287, antes de mudar para aqui, teve em tempos produção própria em Caneças. Esta excelente localização, um dos pontos mais movimentados da Baixa no cruzamento da rua do Amparo, Praça da Figueira e rua D.Antão de Almada, justificam a enorme afluência, mas a reputação da marca, Hortelão, com 80 anos prestigiada e bem conhecida, faz o resto, sobretudo para quem vem da provincia ou do estrangeiro.

Em Março 2012, Ricardo Opa, com a orientação do seu Pai, toma parte na sociedade Soares & Rebelo Ldª e a D.Manuela Rebelo, continua como sócia-maioritária, o que facilitou renovar e continuar o negócio, mantendo todos os colaboradores.

«Compramos no estrangeiro ou no país as sementes, certificadas e de qualidade, de  excelente germinação,  embalamos e vendemos diretamente ao publico ou para expedição dentro e fora do país. Só vendemos sementes não manipuladas geneticamente, não queremos OGM! Tambem vendemos fitossanitários biológicos, não os químicos. Um dos fundadores, Sr. Manuel Rebelo, comerciante do Norte, bom conhecedor da actividade, desde a abertura da casa participou em feiras e exposições, de que temos os diplomas. Editou catálogos das sementes disponibilizadas, com explicações e calendário de culturas que são autênticos manuais práticos para o agricultor e o hortelão».

Aliás os dois emblemas da loja são a Florista desenvolta mulher de cesta de flores à cabeça, que segura com a mão esquerda,a mão direita na cintura, saia rodada com avental, uma figura airosa e frescade mulher do campo. Já o outro emblema e que é a marca, é o Hortelão: um saloio de colete e barrete verdes, foice numa mão e um repolho na outra mão, no meio dum farto campo de couves! Os característicos sacos riscados a verde e branco também são uma marca da casa, acondizer com o toldo, mobiliário e fachada, de madeira pintada a verde.

O mote desta nova gerência na linha de continuidade e renovação é "A cultivarrelações desde 1935!". Continuidade essa espelhada no restauro da fachada emmadeira, toldo às riscas verdes e o refazer dos dois desenhos em quadros devidro, pintados. Os característicos sacos riscados a verde e branco também sãouma marca da casa, a condizer com o toldo, mobiliário e fachada, de madeira pintada a verde.

Marca de referência neste ramo e loja de tradição, emblemática de Lisboa.


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Um profissional de referência no comércio de sementes


O Sr. Augusto António Dias, o Augusto das Sementes


Nasceu em 1928 em Ourem, trabalhou como resineiro, foi encarregado numa serração de madeiras, aos 18 anos veio para Lisboa trabalhar nas obras e como pasteleiro. Alem disso vendia bolos e laranjadas à noite no Coliseu, na Feira Popular à Prª Espanha e aos domingos
nos jogos de futebol.

lhes nomes meus, o que hoje é proibido a alface augusto, a alface bonita! Mas eu era sério pois vendia boas sementes, a um bom preço, com uma margem aceitavel, pelo que era conhecido pelos lavradores de todo o país como "o rapazinho sério das sementes", depois "o homem sério das sementes" até que fiquei "o Augusto das sementes"! Ia a feiras e mercados, ou ia unto dos lavradores.

Trabalhou 3 anos na Soares & Rebelo e foi encarregado da J.A.Fernandes na loja da Ribeira Nova. Com toda esta experiência decidiu estabelecer se por conta própria em Almada em1957: «Decidi primeiro abrir a firma, com capital que eu juntei e comempréstimos de familiares 8 contos daqui, mais algum dali e só depois mecasei, logo a seguir, com a minha mulher que foi a minha grande companheira,ajudoume sempre no trabalho, estava na loja enquanto eu andava por fora».

«Importei sementes da Holanda, de França, dos Estados Unidos, do Japão as melhores sementes em que tive mais sucesso foram as de alface, cheguei a vender 3.500kg num ano, 2.000 kg de nabo roxo redondo da Holanda, entre uma a uma tonelada e meia de cenoura, por ano, o que era muito na altura! Coração de boi, até 3 variedades de alface tive, cenoura-nantes, a couve bacalã, os lombardos! Eu dava-lhes nomes meus, o que hoje é proibido a alface augusto, a alface bonita! Mas eu era sério pois vendia boas sementes, a um bom preço, com uma margem aceitavel, pelo que era conhecido pelos lavradores de todo o país como "o rapazinho sério das sementes", depois "o homem sério das sementes" até que fiquei "o Augusto das sementes"! Ia a feiras e mercados, ou ia unto dos lavradores.

Andava com uma carrinha furgoneta, com 600 a 800 kg de carga que ia vendendo. Falava com os lavradores e ia percebendo o que queriam e o que lhes convinha mais, quais tinham sido os seus rendimentos com as sementes. Tambem lhes comprava as sementes melhores, p.ex. ao Sr. António Gil de Carnide, tinha a horta lá numas azinhagas, onde eu lhe comprava umas sementes de cenoura de verão sem coração, que era excelente e dava um óptimo rendimento quando semeada na altura certa.

Eu tambem fazia algumas experiências no meu campo, numa quinta que temos em Palmela. Introduzi muitas sementes entre 1970 e 1980, com sucesso: sementes para hortaliças, que era o principal, sementes para flores, raízes de flores ou bolbos e sementes para pastos ou forragens, mas estas eram a menor parte. Tinha também uma cenoura nacional disposta que era uma semente muito boa que um lavrador de Loures me fornecia. Os híbridos do Japão Sakata, eram excelentes».

«Depois o negócio declinou quando os lavradores deixaram de semear e começaram a comprar os pés da planta aos viveiristas e estes abasteciam-se diretamente nos representantes e importadores de sementes e nós perdemos esses clientes. Mas não quis ser viveirista pois isso era um acréscimo de trabalho e eu já tinha trabalho que chegasse. Depois disso tudo mudou! ».

«Era um prazer esta vida! Levantava-me às 4 ou 5 da manhã mas não me faziadiferença, vendia por aqui, em tudo à volta pelo país fora, em Peniche,Riachos, Alfarim, Charneca, Costa da Caparia. Na loja com a minha mulherestavam duas empregadas. Abri algumas outras lojas com familiares, donde a de Entrecampos que ainda existe, com sobrinhos!».

«Eu pensava e repensava nas coisas, de noite, sem dormir e as coisas saíam bem, depois de bem pensadas. E tinha amabilidade com os lavradores, pelo que eles gostavam de mim, o Augusto das sementes, não os enganava, procuravam-me e eu voltava. Vendia e comprava também no
mercado da Ribeira Nova e depois no MARL. A força das vendas foi entre 1980 e 2000, importava e vendia, até 2005 ainda se vendeu bem. Só parei há cerca de 2, 3 anos».

Animo, alegria, ponderação, bom trato com os clientes e inteligência para o negócio, jeito de vendedor, experiência comercial de encarregado, esforço do resineiro e do serrador, foram estes alguns dos "segredos" do sucesso do Sr. Augusto Dias no seu trabalho e na sua vida.

E de tanta vida tão bem vivida, soube o Sr.Augusto tirar lições e pô-las em verso:

Aos 87 anos tenho o meu dever cumprido

Se eu soubesse o que isto era

Pedia para não ter nascido

A vida vai-se passando

A saúde é que me afronta

Mesmo assim eu peço a Deus,

Só tarde pagar a conta

                                        Augusto A. Dias

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Uma vista sobre as Casas de Sementes


As sementes e o resto

São 6 empresas, todas elas micro e familiares com 14 pessoas ao serviço no total.

O Sr. Augusto Dias, profissional desta actividade durante 60 anos, resume assim a importância da semente: «A qualidade da semente é que lhe dá o rendimento Das melhores plantas, as mais perfeitas, tiram-se as sementes, de que se escolhem, pelo aspeto fisico, as melhores. Com essas volta asemearse. Claro que às vezes as sementes degeneram, não espigam, ou espigam enão encabeçam ou não repolham. A terra e o momento da sementeira também são diferentes de variedade para variedade e aí é preciso conhecer bem a planta, perceber e passar bem a indicação ao agricultor. O saber está na época certa de semear e no momento de colher as melhores sementes, pelo que eu era invejado. As hibridas eram as mais produtivas, em especial as japonesas, que também eram as mais caras». Com efeito os híbridos produzidos em larga escala a partir de meados do séc.XX, hoje banalizados, foram na altura um grande factor de
incremento de produtividade agrícola e de expansão destes comércios.

Mas estas casas não vendem só sementes  para flores, horticulas, aromáticas, relva, prados, pastos, culturas arvenses, etc  - mas também pés de fruteiras,fitossanitários, bolbos, tratamentos de plantas, etc. - adubos, ferramentas para jardinagem e para flores, horticulas, aromáticas,relva, prados, pastos, culturas arvenses, etc mas também pés de fruteiras, fitossanitários,horticultura, material agricola, etc.


Evolução recente desta actividade

O Sr. Augusto Dias esclarece: «Hoje a grande marca importadora é a Flora Lusitana de Cantanhede que vende muito para os supermercados. As outras são a Soares & Rebelo, a Alipio
Dias
e o César Santos do Porto. Não há produção de sementes em grande escala, a semente que está à venda é toda importada. Senão outras sementes são as dos próprios agricultores que
seleccionam ou trocam entre si sementes». Estas sementes importadas que efeitos terão nas nossas espécies, perguntamos nós?

É um ramo de actividade que há décadas contou com inúmeras casas, entre as quais a J.A.Duarte, que tinha várias lojas em Lisboa, a ultima encerrada no inicio dos anos 2010, com marca própria e produção em Torres Vedras e no Norte. O seu catálogo de sementes era um autêntico almanaque explicativo para os agricultores, dando épocas, características, aplicações das sementes que vendia. 

Outras empresas continuam como PME, mas a tendência é para estes artigos - sementes, fertilizantes, pesticidas, herbicidas, ferramentas, etc - serem integradas ou como um sector nas grandes superfícies generalistas, ou serem vendidas por cadeias especializadas de médio ou grande dimensão, eliminando o pequenointermediário, retalhista, do circuito entre fabricante ou importador e ocliente final. Exemplo duma empresa média que agrupa uma série de ramos afins - jardinagem, rações, artigos para a pecuária e para animais de estimação, etc. - é a Coelho Pereira, espaço de vendas de média dimensão à entrada da Cçª de Carriche na passagem da capital para a região saloia, ontem como hoje.


D.Ana Paula Gomes
D.Ana Paula Gomes

D. Ana Paula Gomes da Casa do Campo, com dezenas de anos de experiência profissional, faz algumas sínteses deste ramo de comércio: «Com a livre circulação de mercadorias, o negócio
começou a cair
: as politicas de desinvestimento na agricultura, subsídios ora para arrancar isto ora para acabar com aquilo, levou ao abandono dos campos! Quando pelo contrário, depois de 1975 era
a terra a quem a trabalha, ocupações de terras e de herdades, tanto em volta de Lisboa como na provincia, foi uma corrida a semear, a trabalhar a terra, também como segurança, para não haver fome. Eram hortas em Chelas, Benfica, Xabregas, Brandoa, tudo era ocupado, aproveitado, trabalhado e as herdades, latifúndios, nem se fala. Eram encomendas atrás de encomendas. Agora são os velhos, os que trabalham a terra, os que vieram da provincia e os africanos, quando morrerem, ninguém vai continuar a cultivar a terra.

E a novidade são as pequenas hortas urbanas, como as da CML. As sementes para pastos e forragens  desenvolvidas, para declives, trevo-morango, trevo-encarnado, trevo-alexandrim, azevém, dactilis, festuca, poa,trevo trifólio pratensis para os prados, trevo subterrâneo, de raízes maisou bercim para dar de comer aos coelhos, de tudo vendíamos.

Hortas, prados e pastos também já quase desapareceram de Lisboa com a urbanização, já não há ovelhas nem cabras!

Apicultura foi outra actividade que já teve melhores dias e que pouco se vende hoje. O equipamento inicial - mascara, luvas, fatos próprios, colmeia, etc exigiam um dispêndio inicial. Com os fogos florestais as abelhas e ascolmeias também arderam. Por volta dos anos 1986 a 1990 houve uma moléstia que deu nas abelhas, a varrose, provocada por uma espécie de carraça, a varroa, que suga o sangue da abelha, até dizimar colmeias inteiras».


Dificuldades crescentes e adaptações

Nos últimos anos as regulamentações de segurança, para armazenamento, venda e aplicação de fitofármacos são mais e mais exigentes: em 2007 para o armazenamento e venda, em 2015 para os agricultores poderem aplica-los. Mais que curar e proteger as culturas, estas regulações securitárias, asfixiam a actividade, eliminam comércios e afastam  agricultores, fazendo-os não "morrer" do mal mas sim da cura... provavelmente objectivos não confessados de acabar com as PME e com a pequena agricultura!

Para D.Célia Dias da Casa de Sementes de Augusto A. Dias de Almada, «Os viveiristas, com a venda de pés de plantas em tabuleiros, o que poupa o tempo de germinação ao agricultor, veio tirar negócio às casas de sementes, deixando o próprio hortelão, jardineiro ou agricultor de semear e de fazer germinar os seus rebentos. Por outro lado as multinacionais ou os seus representantes vendem diretamente ao produtor o que mais actividade retira aos estabelecimentos de retalho como nós». Mas o saber e a experiência destas firmas, esses continuam.

Casa Augusto A. Dias, Almada
Casa Augusto A. Dias, Almada

Ao observarmos hoje muitas lojas de artigos para animais de companhia - as pet-shops - são antigas casa de sementes ou de rações para animais de capoeira e de estábulo, transformadas para a nova clientela: o cão e o gato tomaram o lugar das flores, das abelhas e das horticulas. É o caso da Tremoceira de Moscavide ou da AR Pet Shop da Cova da Piedade. Mudam se os tempos, mudam-se as modas e os comércios!

Este comércio e a cidade

Ao olhar mais atento apercebemo-nos de que estes comércios se localizaram sempre frente, próximo, dos mercados de Lisboa: Balona na Ribeira, MESBLA no extinto de Entrecampos, Soares e Rebelo e a Casa de Campo, (antes de mudar para a R.Palma), ficavam vizinhos do desaparecido mercado da Prª da Figueira. Porquê? Porque não só eram os grandes pontos de
compra e venda na altura, mas também porque os lavradores que vinham descarregar horticulas aos mercados, aí se abasteciam, eles próprios, de sementes, fertilizantes, tratamentos e ferramentas para a sua lavoura, ou nos pontos da sua passagem, como a Coelho Pereira na Cçª Carriche.

Este comércio regride conforme a cidade cresce. Não obstante, em muitas zonas não urbanizadas de Lisboa - Chelas, Marvila, Carnide, p.ex. - ainda encontramos hortas, sobretudo de moradores locais mas naturais das províncias, da Beira e Trás-os-Montes, no que são acompanhados peloscaboverdianos, que trabalham hortas onde podem, até nos taludes das vias rápidas! Tudo gente que, não tendo terra, ama a terra, gosta de trabalhála e extrairdela o que vai comer, com regalo para o paladar e proveito para a bolsa. Aplicam assim o lema "a terra a quem a trabalha" e os frutos a quem os colhe!

© G.P. 2016

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